Uma aeronave carregada com quase meia tonelada de cocaína pousou em uma propriedade rural em Porto Murtinho, no último sábado. O local pertence à família do influenciador campo-grandense Firmino Cortada, que soma mais de 2,2 milhões de seguidores nas redes sociais. Segundo ele, o caseiro foi surpreendido com o pouso do avião na fazenda.
De acordo com a Polícia Militar, equipes da Força Tática do 11º Batalhão receberam informações sobre uma aeronave suspeita e se deslocaram até a propriedade, com apoio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). No local, foi encontrada uma aeronave de origem boliviana, com prefixo CP-298.
Durante a vistoria, os policiais localizaram 16 pacotes de pasta base de cocaína no interior do avião, totalizando 477 quilos da droga. Um aparelho de GPS também foi apreendido. O valor estimado do entorpecente é de aproximadamente R$ 23,8 milhões.
O piloto e possíveis ocupantes abandonaram a aeronave e não foram identificados nem localizados até a publicação desta reportagem. Ainda não há informações sobre o que teria motivado o pouso no local.
Diante dos indícios de tráfico internacional de drogas, a Polícia Civil foi acionada, mas a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal de Ponta Porã, que ficará responsável pela investigação. A droga e o GPS foram levados para a sede da PF, enquanto a aeronave permaneceu na fazenda, aguardando as providências para remoção por parte dos órgãos competentes.
Nas redes sociais, Firmino Cortada publicou um vídeo relatando que o caso ocorreu na fazenda de seu pai. Segundo ele, a pista de pouso da propriedade é homologada, mas não recebe aeronaves há muitos anos, sendo mantida apenas para situações de emergência.
O influenciador afirmou que o caseiro percebeu o avião voando baixo antes do pouso e foi até a pista para averiguar, encontrando a aeronave abandonada e carregada com drogas. Em seguida, o funcionário entrou em contato com o proprietário da fazenda, o pecuarista Firmino Miranda Cortada Filho.
“O avião tem bandeira da Bolívia e ficou no pátio da fazenda”, disse. Ele também relatou que, apesar de a região do Pantanal enfrentar problemas como roubo de gado durante o período de estiagem, uma situação como essa nunca havia ocorrido na propriedade.
