A Estância Walf situada a 21 quilômetros de Bonito, onde Pedro Henrique e Gustavo Henrique morreram após sofrerem descarga elétrica em uma tirolesa durante uma festa de casamento, não possuía Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (23).
Os dois participavam da comemoração, iniciada no sábado (21). Pedro morreu a caminho do hospital em Bonito. Já Gustavo chegou a ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu e faleceu na noite de domingo (22). Em uma das vítimas, equipes de socorro realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos.
De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, investigadores e peritos estiveram na propriedade e fizeram testes na rede elétrica da estrutura. Até o momento, porém, não foi possível apontar a origem da possível fuga de energia.
O Corpo de Bombeiros informou que o espaço não tinha o certificado exigido e, diante das irregularidades constatadas, foi notificado, multado e interditado.
A reportagem também procurou o advogado responsável pela defesa da estância, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. O espaço permanece aberto para manifestação.
Descarga elétrica
Conforme relato de uma amiga da família, Gustavo desceu pela tirolesa quando um fio energizado estaria em contato com o cabo de aço do equipamento. Ao tocar a água, ele recebeu a descarga elétrica, caiu no lago e se afogou.
Na tentativa de socorrer o amigo, Pedro entrou na água e, ao segurar o cabo da tirolesa, também foi atingido por uma forte descarga elétrica. Segundo a testemunha, ele não se afogou.
Ainda de acordo com o relato, o fio seria de um refletor instalado no alto da torre da tirolesa, o que teria provocado a eletrificação da estrutura.
Ambos foram levados ao Hospital Darci João Bigaton, em Bonito. Pedro morreu antes de chegar à unidade. Gustavo, em estado grave, foi transferido para Campo Grande, onde acabou falecendo.

