Segundo informações registradas em boletim de ocorrência pelo Conselho Tutelar, o caso teve início durante o período de aula, quando um colega passou a acusar o estudante de ter pegado seu lanche. Ainda em sala, o agressor derrubou o menino com uma rasteira, provocando queda e ferimentos na boca.
Após o fim das atividades, enquanto aguardava o transporte escolar em um ponto de ônibus próximo à unidade, o adolescente voltou a ser atacado. Um veículo parou no local e um homem, ainda não identificado, desceu e agrediu a vítima, causando nova queda. Na sequência, a mãe do colega também teria participado das agressões, atingindo o menino nas costas, pernas, braços e rosto. A violência só foi interrompida após a intervenção de pessoas que estavam nas proximidades.
A mãe do estudante foi informada posteriormente. Conforme o Conselho Tutelar, a escola não registrou o ocorrido de imediato nem acionou os órgãos competentes, o que só aconteceu após solicitação formal dos conselheiros. Uma ata com o registro foi apresentada posteriormente.
O adolescente passou por escuta especializada e exame de corpo de delito. Medidas protetivas podem ser solicitadas para garantir sua segurança.
Ele permanece em atendimento na Unidade Básica de Saúde do bairro Tiradentes, com suspeita de fratura na costela. Apesar de o exame de raio-x ainda não ter confirmado a lesão, o acompanhamento médico segue em andamento.
Conselheiros tutelares criticaram a conduta da escola diante da situação. Segundo eles, a falta de comunicação imediata pode ter contribuído para a gravidade do caso. “Se a escola tivesse acionado os responsáveis ou o Conselho Tutelar no momento da primeira agressão, o desfecho poderia ter sido diferente. Não houve notificação nem acionamento da Guarda Municipal, e só soubemos do ocorrido depois”, afirmou um dos conselheiros.
A Secretaria Municipal de Educação foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
