O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa permanecerá preso após passar por audiência de custódia na manhã deste sábado (26), no Fórum de Campo Grande. Durante a sessão, ele informou sofrer de problemas cardíacos e ansiedade.
Hoffman chegou ao Fórum por volta das 7h20 e participou da audiência a partir das 8h34. Cerca de meia hora depois, deixou o local em uma viatura da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e foi levado para o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).
A defesa, feita pelos advogados Amilton Ferreira e José Roberto Rosa, afirmou que recebeu acesso aos autos apenas na noite de sexta-feira (25) e ainda analisa a documentação. A expectativa é de que seja apresentado pedido de revogação da prisão.
Também passaram por audiência de custódia os investigadores Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Marcos André Santos Chaves.
Todos são investigados na Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Os policiais atingidos pelas medidas judiciais foram afastados das funções. Armas, carteiras funcionais e outros bens públicos foram recolhidos, além da suspensão dos acessos aos sistemas internos da Polícia Civil.
Operação apura desvio de drogas
A Operação Infiltrados cumpriu 64 ordens judiciais, entre elas 24 prisões preventivas, duas temporárias e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
A investigação começou no fim de 2025 e apura suspeitas de desvio de drogas apreendidas em operações policiais. Segundo a apuração, parte dos entorpecentes teria desaparecido de depósitos ou sido substituída antes da incineração.
Hoffman é apontado na investigação como um dos principais integrantes do suposto esquema. Ele não foi localizado inicialmente durante as buscas e se apresentou posteriormente à Corregedoria da Polícia Civil.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que os servidores afastados também responderão a processos administrativos disciplinares, que poderão resultar em demissão, independentemente do andamento das investigações criminais.

