Já a mãe, também de 19 anos e apontada como participante das agressões, segue detida em uma cela da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), enquanto aguarda vaga em uma das unidades prisionais femininas do Estado, localizadas nos municípios de Jateí, Rio Brilhante, Ponta Porã e Corumbá.
O casal teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na terça-feira (17). A decisão foi proferida pelo juiz Caio de Britto, que determinou a manutenção da custódia por tempo indeterminado, atendendo à representação da Polícia Civil. A corporação destacou a gravidade das agressões e a vulnerabilidade da vítima.
O caso veio à tona na segunda-feira (16), quando a criança deu entrada na UPA com múltiplas lesões, entre elas hematomas no rosto, marcas de mordida nas costas e fratura no fêmur esquerdo. Profissionais de saúde desconfiaram da versão apresentada pelos responsáveis, por considerarem os ferimentos incompatíveis com o relato.
A Guarda Municipal foi acionada e comunicou a Polícia Civil, que prendeu a mãe ainda na unidade de saúde. Posteriormente, o padrasto também foi detido. Conforme apurado, ele teria confessado que chutou o rosto da criança e a arremessou contra a cama, enquanto a mãe teria admitido ter mordido a parte superior das costas do filho.
Segundo os investigados, as agressões teriam ocorrido porque a criança não parava de chorar. As diligências indicaram que a violência aconteceu na residência do casal, permitindo à polícia individualizar a conduta de cada um.
Os dois devem responder por maus-tratos com resultado de lesão corporal de natureza grave.

