O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, publicou nesta semana a demissão do ex-policial federal Everaldo Monteiro de Assis, condenado por participação na execução de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”. O crime ocorreu em outubro de 2018, em Campo Grande.
De acordo com a publicação no Diário Oficial da União, datada de 12 de fevereiro e divulgada na quarta-feira (18), Everaldo teria se valido de forma abusiva da função de policial federal para cometer ato de improbidade administrativa.
Em outubro de 2025, sete anos após o assassinato, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) aumentou a pena de Everaldo e de outros envolvidos no caso. A condenação do ex-agente passou de oito para 16 anos de prisão.
As investigações apontaram que ele repassava informações sobre a rotina da vítima aos executores, utilizando o cargo para favorecer e dar suporte ao grupo criminoso.
O caso foi levado a júri popular em setembro de 2024. No dia do crime, Marcel estava em uma cachaçaria na Avenida Fernando Corrêa da Costa, quando foi surpreendido por disparos. Ele morreu no local e outro homem que estava na cena também foi atingido.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Juanil Miranda, que permanece foragido, teria sido o autor dos tiros. Já Rafael Antunes foi apontado como responsável por ocultar a arma utilizada no homicídio.
A motivação do crime estaria ligada a um desentendimento anterior em uma boate da Capital envolvendo Jamil Name Filho. Conforme apurado, Marcel teria agredido Name com um soco após uma discussão relacionada a um balde de gelo.
