Após enfrentar um ano de graves problemas de saúde, o motorista carreteiro Carlos Roberto Costa de Souza, de 47 anos, vive uma situação financeira delicada depois de ter o auxílio-doença negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sem qualquer renda e com despesas elevadas com medicamentos, a família passou a depender de vaquinhas online e rifas solidárias para manter o tratamento e o sustento do lar.
De acordo com a esposa, Beatriz Ximenes, Carlos foi diagnosticado no ano passado com câncer de próstata e precisou passar por cirurgia. Três dias após receber alta hospitalar, ele sofreu um infarto e teve de ser novamente internado, sendo submetido a cateterismo e angioplastia. Pouco tempo depois de retornar para casa, sofreu um segundo infarto, o que agravou ainda mais seu estado de saúde.
Diante da incapacidade para o trabalho, a família solicitou o benefício por incapacidade temporária ao INSS. Embora a perícia médica tenha sido realizada, o pedido foi negado no dia 22 de dezembro, deixando o casal e os filhos sem nenhuma fonte de renda. “Entrei com recurso e consegui remarcar outra perícia, mas apenas para o dia 2 de março. Até lá, não recebemos nenhum tipo de auxílio”, afirma Beatriz.
Antes do agravamento do quadro de saúde, Carlos trabalhava como motorista carreteiro, permanecendo longos períodos fora de casa. Beatriz, que atuava em serviços gerais, precisou deixar o emprego para cuidar dos filhos, uma menina de 10 anos e um menino de 4, que só recentemente conseguiu vaga em uma creche. Com o afastamento do marido por orientação médica, a família passou a sobreviver com a ajuda de parentes e amigos.
Além da falta de renda, os custos com medicamentos pesam no orçamento. Segundo Beatriz, cada caixa chega a custar cerca de R$ 600, valor considerado inviável para a realidade atual da família. Enquanto aguarda a nova perícia e uma possível liberação do benefício, Beatriz segue promovendo ações solidárias para garantir a continuidade do tratamento do marido e o sustento da casa.
