A apuração conduzida pela Polícia Civil de São Paulo sobre um esquema de fraudes financeiras atribuído aos irmãos Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Gandi Zahran Georges, netos do empresário Ueze Zahran, já resultou na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1,5 milhão. Entre os itens recolhidos estão veículos de luxo, joias, relógios de alto padrão, dinheiro em espécie e notas promissórias, localizados durante a Operação Castelo de Cartas.
De acordo com o delegado Fernando Tedd, chefe da DEIC de São José do Rio Preto, o valor apreendido representa apenas uma parte do prejuízo causado às vítimas. “São prejuízos milionários, porque atingiu um grande número de pessoas”, afirmou. Segundo ele, ainda não há uma estimativa final sobre o total movimentado pelo esquema investigado.
Na primeira fase da operação, deflagrada na segunda-feira (26), foram apreendidos dez veículos de luxo, incluindo modelos das marcas BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep. Também foram recolhidas armas de fogo municiadas, grande quantidade de joias e relógios de alto valor, entre eles sete da marca Rolex, além de dinheiro vivo e notas promissórias que, somadas, ultrapassam R$ 1,5 milhão.
“Encontramos muitos objetos de elevado valor, inclusive dinheiro em espécie e notas promissórias que superam um milhão e meio de reais”, detalhou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro era obtido por meio de falsas promessas de investimentos em empresas que simulavam vínculo com um grupo empresarial real do setor de energia e gás. “As pessoas acreditavam estar investindo em empresas do grupo, mas se tratavam de empresas de fachada”, explicou Tedd. “Quando tentaram receber os dividendos, perceberam que haviam sido enganadas.”
As vítimas estão distribuídas em diferentes regiões do país. “Na nossa região há dois ou três registros de ocorrência, mas é possível que outras vítimas procurem a polícia ao tomar conhecimento da investigação”, afirmou o delegado.
A operação teve desdobramentos em Campo Grande no segundo dia de ações, com a coleta de provas e o rastreamento da movimentação financeira ligada ao esquema. Os irmãos são investigados por estelionato comum e estelionato eletrônico, modalidade caracterizada por fraude digital. Todos os bens apreendidos permanecem à disposição da Justiça.
