Um homem de 42 anos, identificado como J.A.S., foi preso em flagrante nesta quarta-feira (21) após ser flagrado comercializando canetas emagrecedoras no município de Brasilândia, a 363 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com a polícia, o suspeito adquiria no exterior um medicamento similar ao Mounjaro, conhecido como Tirzepatida, e realizava a revenda de forma irregular na cidade, inclusive utilizando redes sociais para oferecer o produto.
Após denúncias, equipes policiais iniciaram diligências e localizaram J.A.S. enquanto ele conduzia uma motocicleta Honda Biz por uma via do município. Durante a abordagem, os agentes vistoriaram o compartimento do veículo e encontraram unidades de Tirzepatida T.G. de origem paraguaia, cuja importação e comercialização são proibidas no Brasil.
Em conversa com os policiais, o homem admitiu que comprava o medicamento no Paraguai para revenda em território nacional, sem autorização dos órgãos sanitários competentes. Ainda segundo a polícia, as seringas estavam prontas para uso e não apresentavam qualquer indicação de procedência ou controle sanitário, o que representa risco à saúde pública.
Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à delegacia e autuado pelo crime de contrabando. Conforme o artigo 334-A do Código Penal, a pena prevista é de dois a cinco anos de prisão.
O aumento das apreensões das chamadas canetas emagrecedoras tem levado as forças de segurança a intensificarem o combate ao contrabando nas rodovias de Mato Grosso do Sul, especialmente nas regiões próximas à fronteira com o Paraguai.
Em 2025, dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam a apreensão de mais de 3 mil caixas desses medicamentos, cada uma contendo, em média, quatro unidades. Já na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação nas estradas do Estado.
As ações contam com a atuação conjunta do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv). Segundo o comando das unidades, as fiscalizações foram ampliadas não apenas para garantir a segurança viária, mas também para coibir crimes fronteiriços.
Ainda conforme as autoridades, grande parte das apreensões ocorre durante operações de combate ao contrabando e ao descaminho, sendo comum que os medicamentos ilegais sejam transportados junto a outras mercadorias, como eletrônicos, perfumes e cigarros.
