A família de Nilson Socorro Donxera, que convive há três anos com sequelas de tuberculose, denuncia que a internação do paciente na Santa Casa de Campo Grande está atrasada após o desaparecimento de documentos médicos. Segundo a esposa, Rosângela Barbosa Gomes, exames e um pedido de biópsia teriam sido extraviados, impedindo a liberação de vaga para tratamento.
De acordo com Rosângela, o casal esteve no hospital para realizar exames e procedimentos, mas o médico responsável teria considerado as solicitações dispensáveis. Mesmo assim, conforme a família, as informações não foram registradas no sistema e os documentos também não foram devolvidos.
“Passamos um mês tentando pegar o pedido de exame e a biópsia, mas a Santa Casa alega que não estão mais com esses documentos. Sem eles, não conseguimos liberar a vaga para meu marido”, relatou.
Com o quadro clínico em piora, Nilson apresenta fraqueza intensa e dificuldade para se alimentar. A família afirma que, mesmo com leitos disponíveis, a falta de registro e a ausência dos documentos impedem a transferência para internação.
“Se ele receber alta do posto de saúde e voltar para casa, pode acontecer o pior. Ele está fraco, com falta de ar e muito magro. Meu marido vai morrer”, disse a esposa.
A reportagem procurou a Santa Casa para obter esclarecimentos e um posicionamento sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
