Senadores de MS gastaram mais de R$ 813 mil em 2017 com cota parlamentar. Chaves é o campeão!

Notas fiscais que totalizam R$ 30 mil em viagens de jatinho em apenas um mês, hospedagens em flats de luxo aos fins de semana e refeições que ficam bem acima do valor médio pago por um almoço no Brasil – com a conta passando de R$ 1.000. Esses são alguns dos reembolsos solicitados pelos senadores em 2017, totalizando gastos com cota parlamentar que somam R$ 26.633.775,04.

Somente os três senadores de Mato Grosso do Sul – Pedro Chaves, Simone Tebet e Waldemir Moka – gastaram R$ 813.273,93, conforme consulta aos dados dos gastos disponíveis na seção de transparência e dados abertos no site do Senado Federal. Pedro Chaves gastou, em todo o ano passado com cota parlamentar, R$ 392.391,14, sendo o senador de Mato Grosso do Sul com o maior montante de despesas, enquanto em 2º lugar aparece o senador Waldemir Moka com R$ 254.502,95 e, obviamente, em 3º a senadora Simone Tebet com R$ 166.379,84.

Cada senador tem um limite de gastos, fixado de acordo com o Estado pelo qual se elegeu e, no caso de Mato Grosso do Sul, o valor mensal máximo para reembolso ultrapassa R$ 32,9 mil por senador. O valor da cota é definido de acordo com o preço da tarifa aérea cobrada entre Brasília e a capital do Estado pelo qual o senador foi eleito. Essa verba pode ser usada para pagar transporte, alimentação, publicidade, consultorias, aluguel de escritório no Estado do senador, serviços de segurança, entre outros.

O reembolso do valor ocorre até cinco dias úteis depois da apresentação da nota. O prazo para solicitar o ressarcimento é 31 de março do ano seguinte ao da emissão do documento. Isso significa que os senadores podem levar meses para pedir o reembolso. O senador Pedro Chaves foi o que mais gastou no Senado Federal com “aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos”: R$ 71.718,84 em notas fiscais.

A assessoria dele afirma que os gastos são relacionados, principalmente, à locação de móveis e equipamentos de informática. “A equipe do escritório em Mato Grosso do Sul trabalha em ambiente locado, monitorado por câmeras de segurança e, para atender à demanda da equipe de trabalho, foram locados móveis, equipamentos de informática de todo o tipo, além da aquisição de material de escritório e limpeza”, diz trecho da nota.

Pedro Chaves, além dos R$ 71,7 mil com correios e material para escritório político, também gastou R$ 108.019,99 com consultoria e pesquisas, R$ 14.067,12 com locomoção, hospedagem e alimentação, R$ 28.390,00 com divulgação do mandato, R$ 64.397,50 com passagens aéreas, R$ 14.400,00 com segurança privada, R$ 91.397,69 com aluguel de imóveis e despesas relacionadas.

Já o senador Waldemir Moka gastou R$ 29.110,00 com consultoria e pesquisas, R$ 58.732,30 com locomoção, hospedagem e alimentação, R$ 10.625,00 com divulgação do mandato, R$ 68.342,03 com passagens aéreas, R$ 75.526,76 com aluguel de imóveis e despesas relacionadas e R$ 12.166,86 com correios e material para escritório político.

A senadora Simone Tebet por sua vez gastou R$ 6.000,00 com consultoria e pesquisas, R$ 11.873,66 com locomoção, hospedagem e alimentação, R$ 15.100,00 com divulgação do mandato, R$ 59.643,29 com passagens aéreas, R$ 72.555,02 com aluguel de imóveis e despesas relacionadas e R$ 1.207,87 com correios e material para escritório político.