De acordo com a polícia, Gilmar integra a lista vermelha dos criminosos mais procurados do país e está foragido. Ele é investigado por exercer papel de liderança em um grupo criminoso com forte presença na região de Rondonópolis (MT).
O carro de luxo foi alvo de uma medida judicial de sequestro de bens expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, polo de Rondonópolis, no âmbito das investigações da Operação Imperium.
A operação foi deflagrada em fevereiro pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ambas da Polícia Civil de Mato Grosso.
Segundo as investigações, o Porsche estava registrado em nome da esposa de “Vovozona”, que também é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado à organização criminosa.
O veículo foi localizado durante ação conjunta das equipes da GCCO e da Draco de Cuiabá, com apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Operação mira núcleo financeiro
Deflagrada em 10 de fevereiro, a Operação Imperium tem como foco o núcleo financeiro da organização criminosa. O objetivo é desarticular a estrutura responsável por movimentar e ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas.
Durante a ofensiva policial foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens. A estratégia das autoridades é atingir diretamente o patrimônio utilizado para sustentar e expandir as atividades da facção.
Empresas usadas para lavar dinheiro
As investigações apontaram que empresas sediadas em Rondonópolis, área considerada de maior influência de “Vovozona”, eram registradas com identidades falsas ou em nome de pessoas ligadas ao investigado.
Essas empresas recebiam valores de integrantes da facção e reintroduziam o dinheiro no mercado formal. Os recursos eram usados para a compra de veículos, imóveis e para a distribuição de lucros entre membros do grupo criminoso.
Fuga do sistema prisional
Considerado de alta periculosidade, “Vovozona” fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), em 14 de julho de 2023.
Na ocasião, ele e outro detento receberam autorização para sair da unidade prisional para realizar trabalho extramuros, mas não retornaram.
Após a fuga, as investigações indicaram que o foragido, a esposa e pessoas próximas passaram a utilizar documentos falsos para abrir contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro do crime e adquirir bens de alto valor.
