A executiva nacional do PL deve dialogar com o deputado federal Marcos Pollon e com o deputado estadual João Henrique Catan para tentar convencê-los a desistir das pré-candidaturas ao governo do Estado e ao Senado pelo partido em Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano.
A informação foi confirmada pelo presidente estadual do PL, ex-governador Reinaldo Azambuja, após reunião realizada em Brasília (DF) com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e com o secretário-geral do partido, senador Rogério Marinho.
Segundo Azambuja, o encontro ocorreu em clima tranquilo e coincidiu com o retorno de Rogério Marinho de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, foram discutidas as estratégias eleitorais do partido em todos os estados e no Distrito Federal.
Em Mato Grosso do Sul, conforme relatou Azambuja, Bolsonaro reafirmou o acordo firmado desde 2024, que prevê a manutenção da aliança para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), além da formação de chapas consideradas competitivas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa.
O ex-governador destacou que a reunião serviu para alinhar a executiva estadual com a direção nacional do partido de olho na disputa eleitoral. “Precisamos estar em sintonia. O nosso foco é montar chapas competitivas. A meta é eleger três deputados federais e, pelo menos, seis estaduais”, afirmou.
Senado
Em relação à corrida pelo Senado, Azambuja disse que o PL seguirá o que já havia sido definido anteriormente. “Uma das pré-candidaturas é a minha, e o outro nome será escolhido com base em quem apresentar melhor desempenho nas pesquisas. Isso não mudou”, ressaltou.
Sobre a postura de João Henrique Catan e Marcos Pollon, Azambuja afirmou não compreender a posição dos dois parlamentares. Para ele, o principal adversário do partido é o PT, e a estratégia passa pela construção de um palanque unificado da direita e do centro. Ainda assim, ficou definido que Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho irão conversar diretamente com os dissidentes para apresentar o projeto eleitoral do PL em Mato Grosso do Sul.
Azambuja ponderou, no entanto, que não há como obrigar filiados a seguirem o acordo. “A regra é analisar as pesquisas de intenção de voto, especialmente para o Senado, e escolher o nome melhor posicionado”, explicou.
Até o fim do ano passado, segundo levantamentos já divulgados, o ex-deputado estadual Capitão Contar aparece como o nome com melhor desempenho para disputar a vaga ao Senado ao lado de Azambuja.
O presidente estadual do PL também informou que uma nova reunião será realizada quando o senador Flávio Bolsonaro retornar de viagem ao exterior. Na agenda, está prevista a discussão sobre a vinda dele a Mato Grosso do Sul. Rogério Marinho deve coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e o governador Eduardo Riedel também deve participar do encontro.
Atualmente, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL cumpre agenda oficial do Senado no Oriente Médio, onde articula contatos com lideranças conservadoras internacionais. Antes de chegar ao Bahrein, a comitiva esteve em Israel, participando da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Parlamento israelense.
