“Eu, só eu, somente eu!” Magrini mostra perfil em entrevista e põe de lado a coletividade na OAB

O que era para ser um material de divulgação da sua pré-candidatura à Presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), a entrevista publicada na edição de domingo do jornal O Estado MS acabou servindo para mostrar aos operadores do Direito no Estado a verdadeira face de Rachel Magrini.

Ela deixou bem claro que só pensa nela em detrimento dos outros e fez questão de divulgar que, novamente, conta com o apoio de candidatos historicamente de oposição e ligados à esquerda, como os ex-presidentes Carmelino Rezende e Carlos Marques, envolvidos no maior mancha da Ordem no Estado, quando, em 2014, lideraram a famosa “renúncia coletiva” e o festival de “pancadaria” e “selvageria”.

Em um dos trechos da sua entrevista, Rachel Magrini escancara todo o seu individualismo e exaltação ao próprio nome, coisas que para as pessoas que a conhecem já sabem que são marcas registradas da pré-candidata. “Eu sou de Dourados, onde o meu pai foi presidente da Subseção e minha mãe, promotora. Eu tenho esse sentimento jurídico muito forte dentro de mim”, declarou.

Ela ainda completa que “agora é a minha vez de dar as minhas impressões, trazer as minhas ideias e gerir conforme a maneira que acredito que seja correta”. “Fui secretária-geral da OAB/MS, fui diretora da Escola Superior de Advocacia de MS e presidi por duas vezes a Associação Brasileira das Mulheres em Carreira Jurídica, onde estou no segundo mandato. Eu vejo como um ambiente natural, onde eu já ocupo e já exerço”, reforçou.

Rachel Magrini vai ainda mais longe na sua arrogância: “acredito que as advogadas se sentem representadas quando alguém vive a mesma realidade que elas e sabem do que estamos falando”. Ela também critica todas as conquistas da atual gestão da OAB/MS, dizendo que a Ordem “vive uma crise de representatividade”.