Dagoberto, Vander e Beto gastaram mais de R$ 4 milhões com salários de assessores. Vai vendo!

Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram, só com despesas de pagamento dos salários dos seus assessores, R$ 9,84 milhões em 2023, sendo que, mais uma vez, os campeões de gastos foram Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), Vander Loubet (PT-MS) e Beto Pereira (PSDB-MS). Os três juntos gastaram R$ 4,15 milhões em recursos públicos com o pagamento da folha de pessoal, ou seja, 42,3% do total de toda a bancada.

A informação é do site MS em Brasília com base nos dados sobre a Verba de Gabinete disponibilizados no Portal Transparência da Câmara dos Deputados. Enquanto a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) é utilizada para custear despesas acessórias, como aluguel de imóvel para escritório político, água, luz, TV por assinatura, aluguel de veículos, contratação de consultoria e divulgação da atividade, a Verba de Gabinete é exclusiva para pagamento de pessoal.

A bancada federal do Estado tem, atualmente, 157 secretários parlamentares nomeados para trabalhar nos gabinetes em Brasília (DF) e nos escritórios de apoio em Mato Grosso do Sul, sendo que cada parlamentar teve à disposição R$ 118.376,13 por mês em 2023. Coincidentemente, os deputados com mais mandatos seguidos encabeçam a lista elaborada pelo MS em Brasília.

Com quatro mandatos, dos quais três seguidos, Dagoberto Nogueira (PSDB) é o que mais gastou dinheiro com pessoal em 2023. O pedetista torrou R$ 1.389.350,45 com seus 22 funcionários, média de R$ 115.779,20 mensais. Com seis mandatos consecutivos, Vander Loubet (PT), coordenador da bancada federal, é o segundo que mais gasta. Em 2023, foram utilizados R$ 1.382.261,40, cuja média mensal foi de R$ 115.188,45. O petista tem 22 funcionários contratados.

Reeleito em 2022, Beto Pereira (PSDB) vem em terceiro lugar, com uso de R$ 1.381.051,43 em salários dos 25 secretários parlamentares lotados no gabinete e no escritório no Estado. A média mensal chegou a R$ 115.087,61. Na quarta colocação, aparece a estreante em mandato federal Camila Jara (PT-MS). Ex-vereadora em Campo Grande, a petista torrou R$ 1.234.107,11 com a folha de pessoal no seu primeiro ano em Brasília, média de R$ 112.191,55 mensais. A parlamentar tem 19 funcionários registrados.

Em seguida, surge outro novato, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS). O bolsonarista torrou R$ 1.231.791,56 com 16 assessores, média de R$ 111.981,05. As despesas foram realizadas entre fevereiro e dezembro. Tanto Jara quanto Pollon assumiram o mandato em fevereiro e, portanto, tiveram um mês a menos de gastos em relação aos reeleitos. Embora tenha sido eleito em 2022, Geraldo Resende (PSDB-MS) já ocupou o cargo em outras ocasiões.

No seu retorno à Câmara, o tucano teve a sexta média de gastos mensais com assessores. Os salários dos 20 secretários parlamentares dele somaram R$ 1.161.533,94, média de R$ 105.593,99 entre fevereiro e dezembro. Dois bolsonaristas aparecem entre os que menos gastam com salário de assessores.

Reeleito em 2022, Dr. Luiz Ovando (PP-MS) utilizou R$ 1.239.040,24 entre janeiro e dezembro — a sétima média, de R$ 103.253,35 por mês. Ovando tem 16 secretários parlamentares. O que menos torra dinheiro do contribuinte, segundo levantamento, é Rodolfo Nogueira (PL). O bolsonarista utilizou R$ 821.424,94 com a folha dos 17 assessores — a menor média entre os oito deputados federais, de R$ 74.674,99.

Além de poder contratar até 25 assessores, a Câmara dos Deputados abre ainda a possibilidade de cada parlamentar ter mais servidores. São os Cargos de Natureza Especial (CNEs) para atender à Mesa e às Suplências, às Lideranças, às Comissões, à Procuradoria Parlamentar, à Ouvidoria Parlamentar, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a órgãos administrativos e gabinetes.

Beto Pereira tem quatro CNEs, o que eleva para 29 o número de funcionários à disposição do seu gabinete. Vander Loubet, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira têm dois cada. Já Camila Jara, Dagoberto, Geraldo Resende e Dr. Luiz Ovando têm um cada. Beto Pereira tem quatro CNEs, o que eleva para 29 o número de funcionários à disposição do seu gabinete