A legenda, que figura entre os partidos com risco de não alcançar desempenho suficiente nas eleições gerais de outubro, enfrentava a possibilidade de perder seus três representantes na Câmara por Mato Grosso do Sul.
Antes da decisão, havia articulações para mudanças partidárias: Geraldo Resende avaliava migrar para o PV, Dagoberto Nogueira cogitava filiação ao PP — com negociações já avançadas —, enquanto Beto Pereira mantinha tratativas com o Republicanos.
Com a reavaliação do cenário, Dagoberto afirmou que houve mudança no rumo das negociações. Segundo ele, tanto ele quanto Geraldo optaram por permanecer na sigla, enquanto Beto deve se filiar ao Republicanos.
“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a estadual já está praticamente pronta”, declarou.
Historicamente uma das principais forças políticas do país, o PSDB disputou protagonismo com o PT entre a década de 1990 e 2014. Atualmente, porém, o partido enfrenta uma crise e tenta evitar queda na cláusula de barreira, que pode reduzir sua representatividade nacional.
Os tucanos também encerram uma federação com o Cidadania e buscam uma nova aliança partidária, após fracassar uma tentativa recente de união com o Podemos.
Hoje, a bancada do PSDB soma 13 parlamentares na Câmara dos Deputados, sem considerar os integrantes do Cidadania vinculados à federação formada em 2022. Naquele ano, a movimentação partidária resultou na troca de sigla por 120 dos 513 deputados federais.
