Funcionários do Centro Regional de Saúde (CRS) Nova Bahia, em Campo Grande, relataram de forma anônima uma série de episódios de assédio moral dentro da unidade, envolvendo perseguições, ameaças e cobranças relacionadas a afastamentos por motivos de saúde.
De acordo com os relatos, uma enfermeira do posto estaria restringindo o uso de atestados médicos e intimidando servidores que precisam se ausentar por questões de saúde. Trabalhadores afirmam que haveria um limite informal de dias de afastamento e que, ao ultrapassá-lo, poderiam sofrer punições, como transferência para unidades mais distantes.
Um dos servidores relatou que a profissional afirma estar monitorando os atestados apresentados e que aqueles que “desfalcam a equipe” podem ser retirados da escala de trabalho.
Ainda conforme as denúncias, funcionários dizem ser desencorajados a apresentar atestados e enfrentam desconfiança constante quanto à validade dos documentos. Médicos da unidade também estariam sendo pressionados a evitar a concessão de afastamentos, com questionamentos sobre suas decisões clínicas.
Os relatos apontam que o ambiente de trabalho tem impactado a saúde mental da equipe, com registros de esgotamento emocional entre os servidores. A redução de escalas e o aumento da carga de plantões também estariam contribuindo para pedidos de transferência para outras unidades.
Segundo os denunciantes, as cobranças ocorrem, em sua maioria, de forma verbal e sem registros oficiais, o que dificulta a comprovação das situações. Por receio de possíveis retaliações, os profissionais evitam fornecer mais detalhes.
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.

