Prefeitura afirma que 12 equipes já têm capacidade para atingir o volume; diretor do consórcio aponta necessidade de reforço
A Prefeitura de Campo Grande anuncia capacidade para realizar até 3 mil reparos de tapa-buracos por dia, mas o número representa uma estimativa, não o total de serviços efetivamente executados. A operação reúne 12 equipes nas sete regiões da Capital e inclui contratos de R$ 46,3 milhões, com duração de um ano, para cinco empresas credenciadas pelo Consórcio Central.
Há, porém, divergência sobre a estrutura necessária para alcançar o volume divulgado. Enquanto a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) afirma que as equipes atuais têm essa capacidade, o diretor-executivo do consórcio, Vanderlei Bispo, associa o patamar à entrada de mais cinco empresas, somadas às frentes já em atividade.
Bispo ressalta que as cinco prestadoras vinculadas ao consórcio não conseguem executar sozinhas os 3 mil reparos. A operação depende também das equipes próprias e de outras empresas contratadas pelo município.
“Além das nossas credenciadas, o André está trabalhando com uma empresa chamada RR, que tem diversas frentes, e com duas equipes próprias”, afirmou, referindo-se ao secretário de Infraestrutura, André Brandão.
Segundo a Prefeitura, o número de equipes passou de duas, em junho, para sete e, posteriormente, chegou a 12. Com isso, a capacidade anunciada aumentou de 1.600 para até 3 mil intervenções diárias.
Outras dez empresas credenciadas aguardam convocação. A ampliação, conforme Bispo, depende da disponibilidade financeira.
“A questão é financeira. Para trabalhar, tem que ter dinheiro para pagar os serviços e os insumos que elas vão consumir”, declarou.
O diretor informou ter discutido com o secretário a possibilidade de ampliar a participação das credenciadas em novembro. Cada contrato das prestadoras em atividade tem limite aproximado de R$ 4 milhões em serviços. Quando esse valor é alcançado, a próxima empresa da fila é chamada.
Além das prestadoras, o Consórcio Central fornece a massa asfáltica utilizada nos reparos. Os pedidos da Sisep chegam a aproximadamente 200 toneladas por dia, enquanto a usina pode produzir entre 600 e 700 toneladas diárias sem sobrecarregar a estrutura, segundo Bispo.
“Não estamos produzindo com força total porque não há demanda para isso”, explicou.
O diretor também contestou a afirmação do vereador Maicon Nogueira (PP) de que a usina estaria operando com menos de 10% da capacidade por falta de matéria-prima.
“A usina tem todas as matérias-primas necessárias para trabalhar. A gente não compra matéria-prima para deixar estocada”, afirmou.
Segundo Bispo, a produção e a compra de insumos acompanham o ritmo de aplicação nas ruas. Cada equipe utiliza entre 18 e 30 toneladas de massa asfáltica por dia. Com reforço de pessoal e condições climáticas favoráveis, os pedidos poderiam se aproximar de 300 toneladas diárias.
Nos mutirões de sábado, a Prefeitura informa aplicação média de 120 toneladas por edição. Após cada ação, uma equipe permanece na região para dar continuidade aos reparos durante a semana seguinte.

