A brasileira Carolina Benites Arce, de 27 anos, foi morta a tiros durante uma invasão à residência onde estava com o namorado, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. O ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira (19). O paraguaio Marcelo Juan Ortiz Moura, de 26 anos, foi levado pelos criminosos e permanecia desaparecido até a última atualização das autoridades.
Aproximadamente dez homens participaram da ação. Vestidos com roupas táticas pretas e armados com fuzis, eles se apresentaram como policiais para entrar no imóvel. Câmeras de monitoramento registraram a invasão, os disparos contra Carolina e o momento em que Marcelo foi levado.
O crime aconteceu por volta das 4h, na Rua Valois Rivarola, próximo ao cruzamento com a Rua Choferes del Chaco, no Bairro Obrero. Conforme relatório do Departamento de Investigações da Regional de Amambay, o grupo chegou em duas camionetas Toyota Hilux SW4, uma branca e outra cinza.
Os homens desembarcaram e seguiram diretamente para a casa do casal. A informação policial inicial apontava que os criminosos pretendiam sequestrar os dois e que Carolina teria sido baleada ao resistir. As imagens, porém, mostram a brasileira rendida, sem esboçar reação, quando foi atingida por tiros na cabeça.
Marcelo foi dominado e, sob ameaças, obrigado a entrar na camioneta cinza. Em seguida, os criminosos fugiram.
De acordo com a rádio paraguaia América FM, a falsa operação policial teria sido usada para facilitar o acesso à residência. Os investigadores trabalham com a suspeita de que a ação tenha sido planejada para capturar o casal.
Entre os pontos levantados na investigação está a informação de que Marcelo teria dois documentos de identidade. A emissora informou que a polícia paraguaia não encontrou antecedentes criminais em nome dele no país, mas identificou registros no Brasil relacionados à suspeita de tráfico de drogas.
Esses dados passaram a ser analisados na tentativa de esclarecer a motivação do ataque. Não há, entretanto, confirmação de ligação entre os registros e o crime, nem informações que comprovem o envolvimento de Marcelo em alguma atividade criminosa.
Na manhã de segunda-feira, o corpo de Carolina ainda estava em um veículo funerário estacionado em frente à residência, à espera dos procedimentos legais para liberação. A situação foi relatada pela América FM em atualização divulgada às 8h.
Equipes da Polícia Nacional e representantes do Ministério Público paraguaio permaneceram no endereço para recolher provas e apurar as circunstâncias do assassinato e do sequestro. As diligências também buscavam informações sobre o paradeiro de Marcelo.

