Homem disse que receberia pelo transporte e alegou medo de represálias para não identificar os responsáveis pelo dinheiro
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$ 870.570 em uma mala transportada por um motorista que saiu de Ponta Porã com destino a Belo Horizonte. Abordado na madrugada desta quarta-feira (14), na BR-381, em Perdões (MG), o homem afirmou que o dinheiro tinha relação com a política, mas não identificou os envolvidos.
Segundo a corporação, a fiscalização ocorreu no quilômetro 679, após solicitação da Central de Comando e Controle para abordar o veículo, que tinha placas de Belo Horizonte. Durante a vistoria, os agentes localizaram a mala com as cédulas no porta-malas.
O motorista relatou que receberia pelo transporte e deveria entregar os valores em um shopping da capital mineira. Ele não informou quem contratou o serviço nem quem receberia o dinheiro. Aos policiais, alegou medo de sofrer represálias.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Judiciária em Varginha (MG). Conforme a PRF, o motorista foi qualificado e liberado, assim como o carro. O dinheiro foi apreendido.
A declaração sobre uma possível ligação política não veio acompanhada de nomes ou detalhes. As informações divulgadas não permitem vincular a quantia a candidato, partido ou crime eleitoral.
Outras apreensões em MS
Em setembro, quatro apreensões de dinheiro em espécie foram registradas em Mato Grosso do Sul, com valores que, somados, ultrapassaram R$ 1 milhão.
Uma delas ocorreu em Ponta Porã, no dia 23, quando uma funcionária de uma universidade sediada no Paraguai foi presa com R$ 800 mil. Segundo a Polícia Federal, o valor havia sido sacado de uma conta da instituição.
Em Campo Grande, a Operação Jogo Limpo apreendeu R$ 100 mil no dia 25. Já em 30 de setembro, o ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, foi preso com mais de R$ 127 mil, distribuídos em envelopes identificados com nomes de destinatários e municípios.
No veículo também havia material de campanha de um candidato a deputado estadual. Segundo o relato policial, ele teria oferecido R$ 5 mil a cada agente para interromper a fiscalização. Na mesma data, a PF prendeu uma mulher com dinheiro que, conforme a investigação, seria destinado a eleitores de Corumbá.
Não foi informado vínculo entre esses episódios e a apreensão realizada em Minas Gerais.
