Em visita a Campo Grande como pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a escolha do segundo nome do partido para a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul dependerá de futuras pesquisas eleitorais. Segundo ele, o ex-governador Reinaldo Azambuja já tem vaga garantida na chapa.
A indefinição envolve o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon, ambos filiados ao PL. “Vamos fazer uma pesquisa mais para frente”, declarou o senador ao comentar a disputa interna.
Flávio também comentou uma carta escrita por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na qual há manifestação de apoio a Pollon, sem menção a Azambuja. O senador afirmou que o documento foi redigido sem conhecimento de um acordo prévio dentro do partido que previa a realização de pesquisas antes da definição.
O cenário eleitoral no estado vem sendo debatido em reuniões da Executiva nacional do PL. Embora o nome de Azambuja não seja contestado, a segunda vaga segue em aberto.
Outro ponto citado envolve anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro, nas quais constariam pedidos de valores para desistência de candidaturas ao Senado. Segundo o conteúdo, Pollon teria solicitado R$ 15 milhões, enquanto Gianni Nogueira teria pedido R$ 5 milhões. Ambos negaram as acusações, e o senador não contestou a autenticidade das anotações.
Questionado sobre a composição de chapa presidencial, Flávio Bolsonaro evitou confirmar nomes, mas elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mencionando-a como uma possibilidade. Ele destacou a atuação dela como ex-ministra da Agricultura e afirmou que seria uma opção bem avaliada.
Durante a agenda na abertura da Expogrande, o senador buscou reforçar a ligação com o agronegócio, ao lado do governador Eduardo Riedel (PP). Ele afirmou que o setor tem enfrentado dificuldades recentes e defendeu maior valorização.
Apesar das críticas, a safra 2025/2026 deve alcançar um volume recorde de 353,37 milhões de toneladas de grãos no país. Entre as principais queixas dos produtores estão os juros elevados, que encarecem o crédito, e a valorização cambial, que reduz a rentabilidade das exportações.

