Maior fornecedor de drogra e preso no Brasil, Jarvis Pavão recebe nova condenação de quase 11 anos

O traficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão, apontado pela polícia como um dos maiores fornecedores de cocaína do Brasil, e que está cumprindo pena de 17 anos e 8 meses de prisão no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, sofreu uma nova condenação judicial.

Na sexta-feira (18), o juiz da 5ª Vara Federal de Caixas do Sul, no Rio Grande do Sul, Rafael Farinatti Aymone, condenou Pavão a 10 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, por tráfico internacional de drogas. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), mesmo preso no Paraguai desde 2009, o traficante sul-mato-grossense chefiou um esquema que fornecia cocaína proveniente da Bolívia, Peru e Colômbia para a região da Serra Gaúcha.

O esquema foi descoberto na Operação Coroa da Polícia Federal. Além de Pavão, também foram condenados na mesma sentença outros cinco acusados de envolvimento.

Entre as provas apresentadas nos autos, estavam registros de visitas realizadas na Penitenciaria Agrupación Especializada, em Assunção (Paraguai), testemunhos e dados relativos a apreensões de cocaína realizadas pela Polícia Rodoviária Federal, além de transcrições de conversas entre os acusados, interceptadas pela Polícia Federal (PF).

Pavão foi extraditado do Paraguai para o Brasil em 28 de dezembro do ano passado. No país vizinho cumpria pena de oito anos de prisão desde 2009, também por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Com a conclusão da penalidade dele, ocorreu a extradição, sendo o traficante encaminhado para o presídio federal de Mossoró.

Pavão nasceu em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ele também é investigado pelo assassinato de outro traficante brasileiro, Jorge Rafaat, em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã. Rafaat sofreu uma emboscada e foi morto com tiros de uma metralhadora de guerra. A morte teria sido parte da disputa pelo controle tanto da venda como da produção de drogas na região. G1/MS