Os velhacos renascem. Marquinhos vence e traz de volta os reprovados na Justiça e nas urnas

Se a máxima popular diz que o “povo merece o governo que elegeu”, Campo Grande deverá reviver momentos difíceis com a volta dos Trad ao poder.

Mas tem que se respeitar a vontade das urnas, afinal, a base da democracia está justamente no pleito livre.

No entanto, o que esperar da nova administração de um dos Trad?

Bem, se a política é feita de alianças, a prefeitura da Capital vai ter uma administração baseada no tradicionalismo, afinal, Marquinhos deve muito ao ex-governador André Puccinelli, trabalhou pelo governo dele na Assembleia.

Deve ainda ao irmão Nelsinho Trad, que o arrastou por anos à sua sombra.

Deve ainda mais aos seus financiadores de campanha, alguns argolados na Lama Asfáltica.

Por fim, não deve cumprir nem a metade das promessas que fez, se isso ocorrer a Capital de MS vai virar uma “Suíça”.

Outras duas figuras que merecem destaque são o ex-secretário de Obras dos Trad, Edson Giroto e o empreiteiro e maior financiador da campanha de Nelsinho Trad a prefeito e figura presente nas administrações dos Trad, João Amorim. Os dois denunciados pela Polícia Federal em várias investigações.

Vamos aos números:

Marquinhos Trad (PSD) venceu o segundo turno das eleições,

MARQUINHOS TRAD
58,77%  – 241,876 votos
ROSE MODESTO
41,23% – 169,660 votos
VOTOS APURADOS
595.172 (100,00%)
VOTOS VÁLIDOS
411.536 (89,02%)
BRANCOS
13.995 (3,03%)
NULOS
36.776 (7,95%)
ABSTENÇÃO
132.865 (22,32%)
O grande recado das urnas está nos 132.865 pessoas que deixaram de comparecer às urnas neste domingo, um índice absurdamente grande, mostrando que o eleitor está saturado da velha política.