Jeito Marquito de ser! Paciente denuncia descaso e abandono da UPA Santa Mônica. Cadê a novidade?

Localizada na Rua Lúcia Helena Coelho Maimone, s/n, no Bosque Santa Monica II, em Campo Grande (MS), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica voltou a virar notícia mais uma vez desde que foi inaugurada em julho de 2016 pelo então prefeito Alcides Bernal.

De acordo com denúncia enviada ao Blog do Nélio por um paciente da unidade de saúde, dos 12 leitos existentes na UPA Santa Mônica, apenas quatro estão em condições de receber uma pessoa enferma. O pior é que o prefeito Marquito Trad e o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, foram avisados e até agora nada de as providências serem tomadas.

O paciente enviou uma foto ao Blog do Nélio em que escreveu no próprio prontuário que aguardada um leito, enquanto nas outras fotos estão os leitos todos desativados. É, parece que continua de vento em popa o caos na saúde pública de Campo Grande graças à política de gestão do prefeito Marquito Trad.

Depois do idoso ter, no último dia 19 de setembro, ficado completamente nu na recepção no Centro Regional de Saúde, no Bairro Tiradentes, para protestar contra a falta de atendimento, de no dia 29 de setembro o médico Rufo Antonio da Silva denunciar aos pacientes da UPA do Jardim Leblon a redução do número de plantonistas, e de no dia 3 de outubro um homem, de 35 anos, e um funcionário da UPA do Coronel Antonino se agrediram em frente dos pacientes, agora chegou a vez de um outro cidadão denunciar outro descaso da atual administração com a saúde pública.

Sob Investigação

Os problemas na UPA Santa Mônica não são novos, pois desde abril deste ano a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, falta de equipamentos, móveis e exames de diagnósticos, a unidade de saúde é alvo de investigação do Ministério Público do Estado (MPE-MS) por irregularidades  no funcionamento.

Conduzida pela titular da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública de Campo Grande, promotora de Justiça Filomena Fluminhan, a investigação da UPA Santa Mônica foi aberta em abril deste ano para apurar falta e insuficiência de profissionais para o preenchimento de todos os turnos de atendimento, principalmente médicos clínicos e pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos – o que resulta no fechamento da farmácia deixando os pacientes sem remédios – e técnico em radiologia.

No local também existe falta e insuficiência de equipamentos, mobiliários e exames diagnósticos, principalmente para exame de raio-x. Com essa investigação aberta, todas as seis UPAs da cidade estão com procedimentos em andamento junto ao MPE para identificar falhas na prestação dos serviço de saúde.

Em Campo Grande, são mais de 200 procedimentos em andamento na Promotoria de Saúde – 143 inquéritos civis, 54 procedimentos administrativos e 14 notícias de fato. Entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2017, foram arquivadas 139 notícias de fato, 73 notícias de fato finalizadas, 36 procedimentos administrativos, três inquéritos civis e quatro procedimentos preparatórios.