MPE mira capivaras e quatis enquanto unidades de saúde não respeitam Estatuto do Idoso e o da Criança

Mais uma campanha inócua do MPE (Ministério Público Estadual) que não tem problemas com falta de grana, pelo contrário, parece que os cofres do órgão estão abarrotados, tanto que está torrando dinheiro com alugueis milionários e até com vídeos em defesa da integridade física de quatis e capivaras de Campo Grande.

Enquanto a criminalidade corre solta na cidade, seja ela patrocinada por organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) ou por corruptos nos mais altos níveis da sociedade – leia-se políticos e empresários, o nosso nobre MPE mobiliza recursos e tempo precioso com um vídeo institucional da campanha, pasmem, em defesa da vida de animais silvestres.

Isso mesmo, enquanto há pessoas morrendo das formas mais violentas possíveis (não se respeitam estatuto dos idosos, das crianças entre outros)  com descaso na Capital, algumas até tendo a cabeça decapitada, o órgão responsável pela investigação no Estado concentra seus esforços no Projeto Quapivara, que visa reduzir o atropelamento e mortes dos quatis e capivaras nas ruas de Campo Grande.

Com toda certeza, há sobra de recursos e de tempo no órgão, afinal, não deve ter ficado barato a produção de um vídeo, em formato de desenho animado, pedindo aos motoristas para que, ao verem um animal silvestre no meio da rua, fotografe e envie a foto e a localização para o “Quapizap”, um WhatsApp criado pelo MPE para receber essas “importantes” informações.

Não que a integridade física desses animais silvestres não seja importante, mas, para a população as vidas humanas são muito mais relevantes. Além disso, o MPE tem questões mais sérias para cuidar e se preocupar do que com o número de atropelamento de capivaras e quatis no trânsito de Campo Grande, a classe política que o diga.

Querem mesmo acabar com os atropelamentos. Consulte os ambientalistas e especialistas nessa questão.

Em tempo, as gastanças do MPE não se resumem somente a campanhas institucionais com fins duvidosos, o órgão também abriu a carteira para locações milionárias e sem licitação. O MPE criou a “licitação de ofícios” para selecionar a proposta mais vantajosa ao poder público.

Na sexta-feira, a procuradoria oficializou o contrato por cinco anos com a Multiplik, o que garantirá o faturamento de R$ 4,8 milhões ao dono do imóvel. De acordo com o site Midiamax, o Tribunal de Contas do Estado e o Conselho Nacional do Ministério Público prometeram investigar a locação sem licitação.

O inusitado da situação é que o MPE locou o novo espaço para as Promotorias do Patrimônio Público, as responsáveis pela fiscalização da probidade administrativa e do cumprimento da lei pelos gestores públicos. Só faltou dar o exemplo em casa antes de cobrar dos outros, pois a lei prevê licitação exatamente para garantir transparência, a oportunidade de participação de todos e a escolha da opção mais vantajosa aos cofres públicos.