Com Andre mantido preso, MDB vai ter que apelar para segundo escalão para tentar disputar eleição

Com a desistência da senadora Simone Tebet em disputar a eleição para governadora e a manutenção da prisão do ex-governador André Puccinelli pelo TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), o MDB terá de apelar para o 2º escalão para participar do pleito deste ano.

E entre os nomes colocados no “balaio” para a escolha estão os do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Junior Mochi, candidato à reeleição, do ex-secretário estadual de Fazenda no governo do PT e ex-prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, que também já se lançou na disputa por uma vaga de deputado estadual, do deputado estadual Márcio Fernandes, outro que tenta a reeleição, e a professora universitária Zélia Nolasco, da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), que é candidata à deputada federal.

O desespero do MDB é fruto da decisão do desembargador Paulo Fontes, que antecipou o retorno das férias no TRF 3 e negou, nesta segunda-feira (13), a concessão do habeas corpus a André Puccinelli. A medida frustra a defesa e os planos da cúpula do partido, que apostava na liberdade do ex-governador para anunciá-lo como substituto da senadora Simone Tebet (MDB).

Preso desde 20 de julho deste ano na Operação Lama Asfáltica, em que é acusado de manter a prática criminosa de lavagem de dinheiro e ocultação de provas, André ainda tem uma esperança: o julgamento do mérito pela 5ª Turma do TRF3.

Essa é a segunda vez que o tribunal nega a concessão de habeas corpus ao emedebista, ao filho, o advogado André Puccinelli Júnior, e ao sócio do Instituto Ícone, João Paulo Calves. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Como Fontes, que é o relator da Operação Lama Asfáltica no TRF3, estava de férias desde o dia 2 de julho deste ano, o habeas corpus foi julgado pelo desembargador Maurício Kato. O ex-governador recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o pedido de liminar foi negado pelo vice-presidente, ministro Humberto Martins. Relatora da Operação Lama Asfáltica no STJ, a ministra Maria Thereza Moura Assis, também negou o pedido de soltura do trio.

A defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a esperança aumentou ao ver o processo distribuído para o ministro Dias Toffoli. No entanto, o STF corrigiu o erro na distribuição e o encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator das ações envolvendo a Lama Asfáltica na mais alta corte.

Caso André fosse colocado em liberdade, o ex-governador seria convencido a recuar da decisão de não disputar a sucessão estadual e recolocaria o MDB no jogo. Com a saída da senadora, que alegou problemas pessoais, os emedebistas resistem em apoiar a candidatura a governador do procurador de Justiça, Sérgio Harfouche (PSC), que já sinalizou estar disposto a assumir o desafio.

No entanto, o MDB avalia o lançamento de Mochi, Márcio Fernandes, Paulo Duarte e Zélia Nolasco. A melhor notícia seria a soltura de André, porque manteria a aliança e evitaria a fuga de partidos. Apesar das gravíssimas denúncias de corrupção, o ex-governador vinha brigando pela ponta nas pesquisas com o juiz Odilon de Oliveira (PDT) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

 

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